domingo, 27 de junho de 2010

RAIZES AFRICANAS


               Gerard Diby, dançarino da Costa do Marfim e Mamadou Traore, percussionista do Senegal

Raizes, racines.... - Dança e percussão africanas

Resultado de uma articulação, os jovens do Ponto Vivenciando Cultura,  e a comunidade de Londrina receberam por 20 dias  projeto de montagem de espetáculo de dança e percussão africanas. Os integrantes da Cia. Cristal - Ponto de Cultura CEPIAC (Centro de Produtores Independentes de Arte e Cultura), de Londrina, sob direção de Gérard Diby, dançarino da Costa do Marfim, e Mamadou Traore, percussionista do Senegal. O espetáculo será uma mistura de músicas e danças urbanas, jazz, afro-contemporâneo e samba de Angola. O grupo trabalhou ritmos tradicionais africanos, como Temate (dança da alegria, que conta a história do arroz desde o semear até a colheita; tradicionalmente, é uma dança para as adolescentes) e a Fonombegue (dança sagrada dos caçadores, tradicional da Costa do Marfim. Os caçadores deveriam trazer uma caça e assegurar a proteção da cidade).

Local: Ponto de Cultura Cepiac (Rua Francisco Marques de Oliveira, 698 - Conj. João Paz)
Público alvo: Cia. Cristal - Ponto de Cultura CEPIAC - Londrina
Período: 7 a 27 de junho
Horário: 14 ás 22h 30m


alunas de dança de matriz africana do Ponto de Cultura, confraternizando com o publico


transmitindo a  tradição do tambor ( djembe)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Estatuto da Igualdade Racial representa avanço histórico

Na próxima quarta-feira, 16 de junho, o País dará um grande passo para a
consolidação das políticas que visam à promoção da igualdade racial. Neste dia, a partir das 10 horas, entra novamente na pauta do Senado Federal a votação do Estatuto da Igualdade Racial. Depois de ser apresentado pelo senador Paulo Paim (PT/RS), em 2003, o projeto de lei foi para a Câmara dos Deputados, onde sofreu modificações, até ser aprovado por Comissão Especial, em setembro de 2009. De volta ao Senado Federal, após muitas protelações, o projeto finalmente será votado e aprovado nesta quarta-feira. O documento que será votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal tem como relator o senador Demóstenes Torres (DEM/GO), que também é presidente da Comissão.
Foram anos de luta para que o Estado brasileiro pudesse ter enfim um documento que consolidasse os anseios históricos da população negra, ainda carente de políticas que diminuam o enorme fosso que nos impede de acessar as condições básicas para o exercício da cidadania.
As negociações e mobilizações têm sido intensas para colocar o projeto em
votação. Isso porque, tanto o autor do projeto, senador Paulo Paim, e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir/PR), quanto organizações do Movimento Negro, entendem que a oportunidade é única para consagrar direitos para milhões de brasileiros e brasileiras, negras e negros.
Marco na luta pela cidadania É inegável a importância histórica do Estatuto da Igualdade Racial. No seu conjunto, trata-se da reafirmação, pelo Estado brasileiro, de demandas seculares dos Movimentos Negros e da população negra, nas mais diversas áreas. Entre elas: educação, cultura, esporte e lazer, saúde e trabalho. O documento também formula respostas para a inserção apropriada dos afro-brasileiros nos meios de comunicação de massa, para as demandas por moradia, acesso à terra, segurança, acesso à justiça, financiamentos públicos, entre outros itens. A se considerar a distribuição de cada uma dessas demandas entre os 69 artigos que o ompõem, o Estatuto da Igualdade Racial significa uma nova etapa na luta pelos
direitos dos negros e negras no Brasil.
O Estatuto sedimenta uma série de avanços, fruto de uma árdua luta política, que definem seu caráter fundamental, o de um diploma de ações afirmativas. A partir da aprovação desse documento, terá início outra fase de extrema importância na luta pela Igualdade Racial em nosso país: a da mobilização da sociedade brasileira em torno do aperfeiçoamento deste instrumento legal, através da regulamentação de seus dispositivos.
Nesse sentido, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial,
através de seus dirigentes e integrantes, e na condição de órgão do Governo
Federal, busca somar esforços junto com toda a nação, em especial os
movimentos negros. É com este objetivo que nos dirigimos aos nossos
destacados, competentes e respeitáveis ativistas, de modo a chamá-los à luta, mais uma vez.
Insistimos com todas as organizações dos Movimentos Negros que é importante
fortalecer este processo de conquistas sociais, políticas e econômicas para os afro-brasileiros, de forma a garantir a aprovação do Estatuto e consagrar os direitos da população negra brasileira.
A seguir, apresentamos algumas informações que consideramos fundamentais
sobre o teor do texto que será votado no Senado.
Entre eles, destacamos:
· o Estatuto prevê fontes de financiamento para programas e ações que
visam à promoção da igualdade racial. Orçamentos anuais da União, por
exemplo, deverão contemplar as políticas de ações afirmativas destinadas
ao enfrentamento das desigualdades em áreas fundamentais, como educação, trabalho, segurança, moradia, entre outras.
· o Poder Público priorizará o repasse dos recursos referentes aos
programas e atividades previstas no Estatuto aos estados, Distrito Federal
e municípios que tenham criado Conselhos de Igualdade Racial.
· no âmbito educacional, o Estatuto estabelece, ainda, parâmetros para a
aplicação de ações afirmativas voltadas à população negra.
· o documento também assegura a instituição de um conjunto de mecanismos legais para organizar e articular as ações voltadas à implementação das políticas e serviços destinados a superar as desigualdades étnico-raciais existentes no país: o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR).
· O texto aprovado também reafirma o princípio constitucional de que os
moradores das comunidades de remanescentes de quilombos têm direito à
propriedade definitiva das terras. O Estatuto, assim, fortalece o decreto
número 4887/2003.

Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir)
Sandra Sousa Almada
Assessoria de Comunicação Social

Ofício Circular nº10 do Excelentíssimo Senhor Ministro Eloi Araújo

Prezados (as) Senhores (as) Coordenadores Regionais, Gestores Estaduais, Gestores Municipais e Colaboradores
Cumprimentando-os cordialmente retransmitimos o Ofício Circular nº10 do Excelentíssimo Senhor Ministro Eloi Araújo
referente a votação do Estatuto da Igualdade Racial PL 6264/2005 e para subsidio o texto da Assessoria de Comunicação da SEPPIR/PR
ofício-circular 010-2010 fipir.pdf
Posições da SEPPIR sobre o Estatuto - versão revisada.pdf

Ana Carolina Castro
Secretária
Gabinete do Ministro
Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Presidência da República-SEPPIR/PR
Esplanada dos Ministérios-Bloco A-9º andar
Gabinete-Brasília-DF.
CEP:70054-906.
Fone:61-3411-3610 Fax:61-3226-5625
E-mail:ana.castro@planalto.gov.br

SIMPÓSIO AFRO-CULTURA, LITERATURA E EDUCAÇÃO - DIVULGUEM

O Departamento de Lingüística Letras e Artes e o PPGL- Mestrado em Letras- Literatura Comparada da URI de Frederico Westphalen, RS, promovem, de 18-20 de agosto de 2010, o Simpósio Afro-Cultura, Literatura e Educação. O Simpósio é um evento paralelo do Curso de Extensão Novos Olhares, evento anual através do qual o Curso de Letras e o PPGL buscam despertar, tanto na comunidade acadêmica como no público em geral, o interesse quanto a autores, obras e seus mecanismos de circulação e recepção. No ano corrente, o Curso de Extensão Novos Olhares tem como temática Afro-Culturas e Literaturas Africanas.
O Simpósio Afro-Cultura, Literatura e Educação tem caráter multidisciplinar e destina-se a estudar as relações entre conhecimento, discurso e poder, especialmente no âmbito das expressões de minorias, com destaque para a produção literária e cultural da diáspora africana.
EIXOS TEMÁTICOS
- conhecimento, discurso e poder;
- educação e inclusão;
- identidade, nacionalidade, cultura;
- literatura e ensino;
- literatura e etnicidade;
- literatura e cultura da diáspora africana;
- expressões literárias de minorias e margens da história.
INSCRIÇÕES NO SITE: http://www.fw.uri.br/site/eventos/index.php?evento=76&pg=inscricoes
APRESENTADOR (Comunicações e/ou Pôsteres): de 1 de junho a 9 de agosto de 2010.
PARTICIPANTE: de 1 de junho a 18 de agosto de 2010.
Certificados de 30 horas (freqüência mínima para expedição do certificado: 75%)
Vagas limitadas a 100.
PROGRAMAÇÃO
18/08/2010
8h-10h - Recepção aos Participantes, distribuição de pastas
10h-11h30min - Sessão de Comunicação
14h-17h - Sessão de comunicação
18h-Sarau Literário
19h – Conferência de abertura "O Ébano e o Marfim" – Prof. Ms. Giancarlo Cerutti Panosso
19/08/2010
8h-12h – Minicurso: Língua, Literatura, Etnicidade e Educação - Maria da Conceição Evaristo de Brito
13h30min-17h30min – Minicurso - Continuação
19h30min – Conferência: Literatura e Educação Segundo uma Perspectiva Afro-Brasileira - Maria da Conceição Evaristo de Brito
20/08/2010
8h-12h – Minicurso - Continuação
12h30min – Almoço por adesão
14h - Entrega dos certificados aos participantes.
Minicurso - Língua, Literatura, Etnicidade e Educação - Maria da Conceição Evaristo de Brito (12h)
Objetivos:
- Discutir a relação língua, literatura e etnicidade tendo como perspectiva a educação;
- Visibilizar parte de uma produção literária afro-brasileira.
- Propor o ensino/aprendizagem da literatura afro-brasileira como prática pedagógica que propicie a assunção de uma identidade afro-brasileira.
- Propiciar a discussão de ações pedagógicas que possam levar a uma educação que rejeite qualquer tipo de discriminação.
Ementa: Procurando problematizar a literatura como espaço de criação de identidade e de diferença, serão observados modos de representação do negro e da cultura afro-brasileira no interior de textos literários.
Tópicos: - Linguagem e poder; - O negro como objeto do discurso; - O negro como sujeito do discurso; - Vozes quilombolas na literatura brasileira; - Poética da irmandade – algumas aproximações entre criações literárias africanas e afro-brasileiras.
NORMAS
COMUNICAÇÕES
1. A proposta deverá estar articulada a um dos eixos temáticos do evento.
2. A organização e distribuição das sessões de apresentação dos trabalhos aprovados ficará a critério da Comissão Organizadora.
3. Os trabalhos individuais ou em grupo (máximo três autores) deverão ser resultantes de pesquisas concluídas ou de pesquisas em andamento que já apresentem análises preliminares.
4. Cada trabalho deve ser acompanhado do texto completo com um mínimo de cinco (05) páginas e um máximo de oito (08) páginas, excetuando-se as referências e os anexos. O texto poderá ser enviado juntamente com a inscrição, ou, alternativamente, preencher no momento da inscrição apenas o título, palavras-chave e resumo e entregar o texto em CD no dia da apresentação. Neste último caso, quando o sistema pedir o arquivo do trabalho, enviar arquivo dizendo: TRABALHO A SER ENTREGUE NO DIA DA APRESENTAÇÃO.
Formatação do Trabalho:
Os trabalhos submetidos deverão seguir a formatação abaixo:
Língua: português, espanhol ou inglês.
Folha: tamanho A4; Margens: superior- 3 cm; inferior- 2 cm; esquerda- 3 cm; direita- 2 cm.
Fonte: Times New Roman, tamanho 12
Editor de texto: Word for Windows 6.0 ou posterior.
Parágrafo: espaçamento: nenhum; entre linhas: 1,5; alinhamento justificado.
Citações e referências: seguir normas da ABNT. Citações parentéticas no corpo do texto. Notas de fim, apenas explicativas.
Número de páginas: mínimo de cinco (05) páginas e um máximo de oito (08) páginas, excetuando-se as referências e os anexos.
Disposição do texto: Somente serão aceitos para publicação artigos com o formato descrito abaixo:
Título e identificação do autor: título centralizado, em negrito; linha em branco; nome do autor, à direita, em negrito, acompanhado de chamada numérica para nota de rodapé contendo sua titulação e filiação institucional.
Linha em branco.
Resumo e palavras-chave: resumo de 100-150 palavras, em português (ou Resumen, Abstract caso escritos em, respectivamente, espanhol ou inglês), seguido de 3-5 palavras-chave (Keywords/Palabras Clave), separadas por ponto, e iniciadas por maiúscula, na língua em que o artigo foi escrito. Digitado em espaço simples.
Linha em branco.
Corpo do artigo
Linha em branco
Abstract/Resumen, seguido de Keywords/Palabras Clave (3-5 palavras, separadas por ponto, e iniciadas por maiúscula).
Notas de fim ( se houver)
Referências
PÔSTERES
1. O pôster deverá estar articulado a um dos eixos temáticos do evento.
2. Os trabalhos individuais ou em grupo (máximo três autores) deverão ser resultantes de pesquisas concluídas ou de pesquisas em andamento que já apresentem análises preliminares.
3. A apresentação gráfica dos pôsteres deverá conter os seguintes itens: título, nome(s) do(s) expositor(es) e da Instituição a que está vinculado, objetivos, metodologia, contribuições da pesquisa ou da experiência com resultados ou considerações preliminares, referências, (fotos e tabelas se houver). A medida proposta é de 1,00m de largura por 1,20m de comprimento.
ANAIS DO SIMPÓSIO
Todos os trabalhos serão publicados em e-livro, devidamente registrado no ISBN, a ser publicado em setembro de 2010.
A correção e formatação do texto de acordo com as normas acima é de responsabilidade dos autores.
CONTATO E INFORMAÇÕES: http://www.fw.uri.br/site/eventos/?evento=76
Fone: 55 3744 9285 – 55 3744 9231 – 55 3744 9243; Fax: 55 3744 9265
E-mail: mestradoletrasurifw@gmail.com, novosolhares@fw.uri.br
Secretaria do Mestrado em Letras
Rua Assis Brasil, 709 - CEP: 98400-000
Frederico Westphalen, RS

Denise Almeida Silva - Coordenadora do Curso de Mestrado em Letras
Magali de Pellegrin Reinheimer - Secretária do Curso de Mestrado em Letras
URI - Campus de Frederico Westphalen